Projetos de criptomoedas que os brasileiros talvez não conheçam

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A popularização acelerada das criptomoedas no Brasil ganhou um capítulo especial em 2025, quando tokens “de brincadeira” passaram a alavancar enormes volumes nas corretoras. Em maio, por exemplo, o mercado brasileiro negociou R$19,8 bilhões em criptoativos, 19% acima do mês anterior, sinalizando apetite renovado por ativos de maior risco.

O boom dos novos projetos em 2025

No vácuo da euforia pelo novo topo histórico do Bitcoin, moedas inspiradas em memes voltaram a dominar manchetes. A dogwifhat (WIF) ilustra bem isso, já que em março de 2024 ela já valia 1,67 dólares, rompendo a barreira psicológica de um dólar e provando que a piada pode virar uma capitalização bilionária.

Esse rali reabriu a discussão sobre quais serão as melhores memecoins de 2025 e as candidatas que, mesmo nascidas como memes, exibem liquidez consistente e comunidades engajadas. Entre os nomes mais citados por analistas, além da própria WIF, figuram Pepe (PEPE), Floki e novas apostas como Kabosu e PAC Moon, todas já disponíveis em exchanges globais que atendem ao público nacional.

Parte dessa visibilidade vem da competição entre corretoras. E o interesse também transborda para operações alavancadas. Em junho, o trader James Wynn mantinha um long de 12 milhões de dólares em PEPE enquanto apostava pesado no novo recorde do Bitcoin. Esses casos ajudam a explicar por que, mesmo após correções de dois dígitos, os tokens‑meme continuam no radar.

Além dos memes: Projetos cripto que podem surpreender o Brasil

A febre das memecoins é só a parte mais barulhenta de um fenômeno maior. O Brasil fechou 2024 em 10º lugar no Global Crypto Adoption Index da Chainalysis, à frente de potências como Reino Unido e Japão, e já somava 12,9 bilhões de dólares em importações líquidas de cripto até setembro, 60% acima do total anual de 2023.

Esse apetite cria terreno fértil para iniciativas que combinam tecnologia de ponta, regulação doméstica e demandas muito brasileiras, como pagamentos instantâneos e energia limpa. Outra frente que corre por fora do hype é a tokenização de hashrate. A GoMining, por exemplo, lançou no Brasil um modelo de Liquid Bitcoin Hashrate que transforma poder computacional em NFTs negociáveis. 

O usuário compra um “minerador digital” com pagamento via Pix e recebe frações de BTC diariamente. O token pode ser revendido no marketplace ou usado como colateral em protocolos DeFi. Dados da empresa mostram 4.409 BTC já distribuídos aos detentores e mais de 287 mil mineradores digitais vendidos até maio de 2025.

No campo da Internet das Coisas, o protocolo Nodle vem ganhando tração silenciosa. O aplicativo recompensa smartphones por cederem Bluetooth a sensores urbanos e já contabilizava 5 milhões de dispositivos conectados em mais de 100 países, segundo levantamento do Cointelegraph Brasil. Se a conectividade sem fio agrada aos tecnólogos, a biometria das Web3 IDs mexe com a curiosidade popular.Desde janeiro, mais de 10 Orbs da Worldcoin operam em shoppings e estações de metrô paulistanas, oferecendo 25 WLD (uns R$320) para quem escanear a íris. As filas renderam memes e investigações. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados abriu processo para averiguar o tratamento de dados sensíveis.