Os ciclos de expansão e recessão da economia impactam diretamente os investimentos. Isso influencia desde a renda fixa até a compra de ações de grandes instituições, como Itaú Unibanco (ITUB3).
Nesse contexto, é fundamental que os investidores acompanhem esses movimentos macroeconômicos e compreendam como eles funcionam, pois isso ajuda nas decisões de alocação mais estratégicas em diferentes cenários.
Neste artigo, vamos entender por que é importante acompanhar os ciclos econômicos para investir de forma mais inteligente e obter melhores resultados.
Este conteúdo não é uma recomendação de investimento.
O que são ciclos?
Os ciclos econômicos são as flutuações periódicas das atividades econômicas do país. São caracterizados por fases alternadas de expansão e retração da atividade econômica, afetando produção, emprego, consumo e investimentos.
Esses ciclos acontecem porque a economia não cresce de forma linear e constante: na realidade, ela sofre movimentos de aceleração e desaceleração ao longo do tempo.
Em geral, os ciclos econômicos contam com quatro fases: a expansão, o auge, a contração e a recessão.
A fase de expansão é aquela em que a economia experimenta um período de crescimento contínuo, e o auge (ou pico) acontece quando a atividade econômica atinge seu ponto mais alto. Já a contração ocorre quando a economia começa a encolher e, por fim, a fase de recessão representa uma queda prolongada da atividade econômica, marcando o fundo do ciclo.
Como os ciclos afetam empresas e setores?
Os ciclos econômicos impactam empresas e setores de forma diferente, porque nem todos reagem da mesma maneira às fases de expansão ou recessão.Para investidores, entender esse impacto ajuda a alocar melhor os ativos conforme o momento do ciclo: em alta, buscar setores cíclicos e de crescimento; em baixa, focar na proteção do patrimônio.
Em geral, durante a expansão, aumenta a demanda por produtos e serviços e há mais consumo. Assim, as empresas vendem mais e alcançam margens de lucro maiores. O crédito se torna mais barato devido aos juros baixos, o que facilita financiamentos e investimentos. E as ações das empresas tendem a se valorizar.
Já durante a recessão, costuma haver queda nas vendas, já que os consumidores tendem a cortar gastos. As margens são pressionadas e o crédito se torna mais restrito, graças aos juros altos. Normalmente há cortes de custos nas empresas, que podem levar a demissões e à redução de investimentos.
Efeitos nos investimentos em renda fixa
Durante as fases de crescimento da economia, a inflação tende a subir (devido ao aumento no consumo) e, por conta disso, o Banco Central costuma elevar a taxa de juros para conter a inflação.
Dessa forma, os títulos pós-fixados (atrelados à Selic ou ao CDI) ficam mais atrativos, pois rendem mais com juros altos. Já os títulos prefixados ou indexados ao IPCA podem perder valor de mercado, já que novas emissões oferecem taxas maiores. Em geral, nesse cenário, pós-fixados rendem mais e prefixados caem.
Já nas fases de queda na atividade econômica, o cenário é inverso. Nesse caso, o que costuma acontecer é os juros caírem e, consequentemente, os prefixados/IPCA valorizarem, enquanto os pós-fixados passarem a render menos.
Reflexos na bolsa de valores
Os ciclos econômicos têm reflexos muito fortes na bolsa de valores. Isso é natural, porque o preço das ações está ligado às expectativas de crescimento econômico, aos juros e aos lucros futuros das empresas.
Quando a economia está em expansão, a bolsa tende a ficar em alta e ações cíclicas tendem a se destacar! A fase de pico é marcada por volatilidade e valuations esticados, enquanto na contração a bolsa tende a cair e na recessão as ações tendem a se desvalorizar, abrindo oportunidades para investidores de longo prazo.
Indicadores que ajudam a identificar mudanças de ciclo
Existem alguns indicadores que ajudam os investidores a prever quando um ciclo econômico está prestes a mudar. Alguns dos principais são a inflação, a Selic, a taxa de desemprego, a produção industrial e o ritmo das vendas no varejo, a curva de juros, o câmbio, entre outros.
Estratégias para o investidor
É essencial moldar a estratégia de investimento aos ciclos econômicos para potencializar os resultados. Por exemplo, na alta, é o momento ideal para lucrar com o crescimento das empresas e investir em títulos indexados à inflação. Já na baixa, pode ser melhor comprar ações de empresas negociadas abaixo do seu valor intrínseco e investir na renda fixa.










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